12 fevereiro 2015

Reguengos de Monsaraz assinala os 50 anos da morte do General Humberto Delgado

Exposição de banda desenhada com as etapas da vida do “General Sem Medo”

O 50º aniversário da morte do General Humberto Delgado vai ser assinalado amanhã, dia 13 de fevereiro, pelo Município de Reguengos de Monsaraz, com um conjunto de iniciativas em homenagem ao homem que tentou derrubar o regime salazarista através de eleições. A Rua General Humberto Delgado, uma das principais artérias da cidade de Reguengos de Monsaraz, vai receber pelas 11h30 uma placa evocativa da efeméride.

As comemorações vão prosseguir pelas 12h30 com a colocação de uma coroa de flores no memorial que assinala o local onde o "General sem Medo" foi enterrado por elementos da PIDE, num caminho conhecido por Los Malos Pasos, próximo de Villanueva del Fresno (Espanha), a menos de 40 quilómetros de Reguengos de Monsaraz. A homenagem é uma ação conjunta realizada pelo Município de Reguengos de Monsaraz, pela Junta de Freguesia de Reguengos de Monsaraz, pelo Município de Mourão e pelo Ayuntamiento de Villanueva del Fresno.

 

Às 18h será inaugurada na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz a exposição "O General Sem Medo. A mostra estará patente até 28 de fevereiro e vai retratar em banda desenhada a vida de Humberto Delgado, através da adaptação do livro "Humberto Delgado: O General Sem Medo", com desenhos de José Ruy e textos de Joaquim Casqueiro e Pedro Bilé.

A banda desenhada estará dividida em seis painéis temáticos que descrevem as diferentes etapas da vida do militar, nomeadamente cronologia, carreira militar e política, eleições, exilio, assassinato e funeral e memorial. A parte cronológica destaca os principais momentos da vida de Humberto Delgado, desde o nascimento até às cerimónias de homenagem após a sua morte.

O segundo painel centra-se na carreira militar e política do general, descrevendo a sua atividade com o início do regime do Estado Novo até à sua ascensão para ser representante de Portugal na NATO, em Washington. As eleições são retratadas através de imagens emblemáticas da receção apoteótica de que foi alvo na chegada à cidade do Porto, após a viagem realizada no comboio Foguete. É, igualmente, reproduzido o embuste eleitoral de 1958 com a vitória de Américo Tomás com 75 por cento dos votos.

O quarto painel diz respeito ao exilio político após a derrota nas eleições. Humberto Delgado parte para o Brasil onde inicia um conjunto de ações com vista a derrubar o regime salazarista, entre as quais a tomada do navio da marinha mercante "Santa Maria". O painel representativo do assassinato contém informação sobre as manifestações realizadas em Beja e no Porto e à aproximação entre o general e elementos da PIDE, que conduziriam à sua morte e à da sua secretária, perto de Olivença. Por último é reproduzido o funeral e o memorial através de uma sequência de imagens que vão desde a descoberta dos corpos até a trasladação dos restos mortais para o Panteão Nacional, em 1990.

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