10 outubro 2018

Peste suína africana

Aumento do nível de alerta preventivo da ​​​Peste Suína Africana (PSA) e a importância do papel do caçador

​​​

ALERTA! Peste Suída Africana (PSA)​​​​

 


 

 


 

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Aumento do nível de alerta preventivo da ​​Peste Suína Africana (PSA)

 
A ocorrência de quatro casos de Peste Suína Africana (PSA) em javalis no sul da Bélgica, anunciada pelas autoridades oficiais a 14 de setembro de 2018, vem alterar o perfil do risco associado à dispersão da doença, atendendo ao modo como a PSA estava a evoluir na Europa;

O facto de a Bélgica ser um território com uma elevada importância geoestratégica, por ser uma encruzilhada de rotas de intenso tráfego rodoviário, e também ferroviário, numa região
mais central da Europa, por onde também circulam múltiplos veículos e inúmeras pessoas que podem ter como origem ou destino o território de Portugal, potencia a dispersão do vírus na Europa;

Atendendo a que o vírus pode ser disperso aderente aos rodados e carroçarias dos veículos conspurcados com matéria orgânica que circulem por territórios infetados e também aderente ao vestuário das pessoas, ou através da ingestão pelos suinos ou javalis de restos de alimentos contaminados;

E considerando ainda, a enorme importância económica e social da suinicultura em Portugal; Torna-se necessário elevar o nível de alerta para evitar a introdução do vírus da PSA em Portugal.

Assim, nos termos do artigo 4º do Dec. Lei nº 39 209/53 de 14 de maio, a Autoridade Sanitária Veterinária Nacional (DGAV) recomenda que:

a)  Seja reforçado o controlo sobre quaisquer transações não seguras de suínos domésticos
e selvagens ( javalis), produtos germinais (sémen) e produtos deles originados, oriundos da região norte e leste da Europa para o território nacional.

b)  As medidas de biossegurança externas e internas das explorações de suínos portugueses sejam reforçadas (interdição de introdução de animais de origem não segura, reforço das cercas, desinfeção sistemática de todos os veículos que entrem nas explorações, cumpri- mento escrupuloso dos procedimentos de higiene profissional para todas as pessoas que entram nas explorações de suínos; interdição absoluta de entrada de pessoas estranhas nas suiniculturas).

c)   Os veículos que transportam animais vivos oriundo daquela região europeia, sejam desin- fetados com o maior rigor à entrada e à saída de estabelecimentos localizados no territó- rio nacional, abstendo-se de circular por diversas explorações com a mesma carga.

d)  As pessoas profissionalmente relacionadas com a suinicultura, se abstenham, em absoluto, de frequentar explorações de suínos, matadouros e estabelecimentos de transformação de carnes de suíno e subprodutos originados em efluentes e chorumes de suiniculturas que estejam localizados na região norte e oriental da Europa.

e)   Desinfecção das rodas de todos os veículos de transporte de mercadorias e veículos li- geiros que transitem pelas rodovias da Bélgica e regiões limítrofes antes de entrar em território nacional (rodilúvios ou pulverizações com soluções biocidas aprovados, constantes da lista oficial da DGAV).

f)    Todos os viajantes portugueses se inibam, em absoluto, de aquirir e transportar consigo para o terrirório nacional produtos de origem suína da Europa do norte e do leste (car- nes frescas, carnes transformadas);

g)  Os caçadores que participem em atos de caça nas zonas afetadas pelo virus da PSA de- vem limpar e desinfetar escrupulosamente os equipamentos, o vestuário, calçado e even- tuais veículos, salguardando o risco associado ao transporte de peças de caça, carne, produtos à base de carne e troféus a partir das zonas risco e ainda absterem-se em absoluto de contatar com suínos domésticos em território nacional. Também em território nacional devem ser intensificados os cuidados de biossegurança nos atos venatórios (folheto anexo).


 

Consulte aqui a Recomendação 1/2018/PSA emitida pela DGAV a 13/09/2018


 

PESTE SUÍNA AFRICANA (PSA):
o papel do caçador na sua prevençã​​​o e vigilância

1. O que é a Peste Suína Afric​​​ana?

A PSA é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus. Afeta exclusivamente os suínos, tanto os domésticos como os selvagens (javalis) de todas as idades.

A PSA não é transmissível aos humanos
Não existe vacina nem tratamento contra a PSA

2. Consequências da PSA nos país​es afetados

  • Setor suinícola: graves perdas económicas devido a mortalidade elevada dos suínos, ao abate compulsivo de animais infetados ou suspeitos e às restrições ao comércio nacional e internacional.
  • Setor da caça: restrições à caça e ao comércio da carne de caça, restrições à alimentação dos javalis e elevada mortalidade dos javalis, motivando perdas económicas relevantes.

3. Como é se infetam os jav​​​alis?

Os javalis podem infetar-se contactando com outros javalis ou suínos doentes ou mortos e com alimentos ou materiais contaminados com o vírus da PSA.

TRANSMISSÃ​​​O DIRETA - contato com:

  • Javalis ou suínos infetados;
  • Carcaças de javalis ou suínos infetados;
  • Secreções e excreções (corrimento nasal, ocular ou genital, fezes, urina e sémen);
  • Sangue de animais infetados.

TRANSMISSÃO INDI​​RETA:

  • Consumo de restos de carne ou produtos derivados (salsicharia) produzidos a partir de animais infetados;
  • Contato com vestuário, calçado, materiais e equipamento contaminados;
  • Através de certo tipo de carraças moles (Argasídeos) infetados.

4. Quais são os sinais d​​​a PSA?

​Os sinais no javali surgem entre 3 a 15 dias após a infeção (período de incubação). Podem ser os seguintes:

  • Febres altas e apatia.
  • Vómitos, diarreia e abortos em todas as idades.
  • Vermelhidão cutânea (orelhas, patas, barriga).
  • Morte em 6 a 13 dias.

​​5. Medidas de biossegurança e de vigilância que os caçadores devem manter:

  • Eviscerar os animais nos locais apropriados que devem de seguida ser limpos e desinfetados.
  • Não abandonar as vísceras no local e garantir o seu correto encaminhamento:
    • Enterramento em local apropriado, a profundidade su_ciente para impedir a remoção por animais e coberto por cal viva ou outro desinfetante, seguido de uma camada de pelo menos 1 metro de terra;
    • Encaminhamento para unidade de transformação subprodutos de categoria 1 ou 2 aprovada;
    • Encaminhamento para campos de alimentação de aves necrófagas licenciados.
  • Identificar as carcaças dos animais abatidos com o selo o_cial do ICNF.
  • Promover o exame inicial ou a inspeção sanitária dos animais abatidos.

​6. Como podem os​ caçadores ajudar a prevenir a introdução de PSA em Portugal?

O caçador que se desloque para áreas infetadas pelo vírus da PSA deve ter presente as seguintes medidas preventivas:

  • Limpeza e desinfeção do vestuário, calçado e equipamento de caça.
  • Não transportar carne, produtos à base de carne e de salsicharia ou troféus da zona infetada* para a zona livre de PSA.
  • Não contatar com suínos domésticos após manipular javalis, sem adotar procedimentos de limpeza e desinfeção.

 

É MUIT​​O IMPORTANTE MANTER UMA ADEQUADA DENSIDADE DE JAVALIS NAS ZONAS DE CAÇA

Perante a observação de anormal ocorrência de javalis mortos contatar de imediato os serviços da DGAV ou do ICNF


 

Con​​​t​atos

DSVAR Norte 253 559 160 / dsrn@dgav.pt
DSVAR Centro 271 208 335 / dsvrc@dgav.pt
DSVAR LVT 263 286 613/secretariado.lvt@ dgav.pt
DSVAR Alentejo 266 730 580 / secretariado_dsvralentejo@dgav.pt
DSVRAR Algarve 289 870 723 / dsavr.algarve@dgav.pt
ICNF 213 507 900 (4) / dgrca@icnf.pt​


 

Descarregue aqui o folheto com esta info​​​rmação.


 

​Ficha Técnica

Textos Técnicos - DSPA - Divisão de Epidemiologia e Saúde Animal
Grafismo - DSECI - Divisão de Planeamento, Estratégia e Comunicação
Edição - DGAV - agosto 2018​



 


Nota Infor​​mativa n.º 1/2017/PSA​​ emitida pela DGAV em 25/07/2017

Face ao atual contexto internacional entende a Direção Geral de Alimentação e Veterinária na qualidade de Autoridade Sanitária Veterinária Nacional solicitar aos produtores, comerciantes, industriais, transportadores, caçadores, médicos veterinários e de quem lida com os efetivos de suínos e com as populações de javalis para que reforcem as medidas preventivas abaixo indicadas:

1 – A correta aplicação das medidas de biossegurança nas explorações, nos centros de agrupamento e entrepostos;

2 – A apropriada aplicação das medidas de biossegurança nos transportes, nomeadamente no respeitante à limpeza e desinfeção dos veículos que transportam os animais;

3 – A proibição da alimentação de suínos com lavaduras (art.º 23.º Decreto-lei n.º 143/2003 de 2 de julho) e com restos de cozinha e mesa ou matérias que os contenham ou deles derivem (alínea b) art.º 11 do Regulamento n.º 1069/2009 de 21 de outubro);

4 – O adequado encaminhamento e destruição dos subprodutos animais em conformidade com o Regulamento n.º 1069/2009 de 21 de outubro;

5 – A exigência de todos os intervenientes de reportar qualquer ocorrência ou suspeita de PSA bem como aumentos a normais na mortalidade nas populações de javalis (art.º 3.º do Decreto-lei n.º 267/2003 de 25 de outubro), aos serviços regionais e locais da DGAV (os contatos dos serviços da DGAV, os nomes, telefones e endereços eletrónicos estão no portal da DGAV:(http://www.dgv.min-agricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?generico=4522394&cboui=4522394).

Quaisquer esclarecimentos adicionais podem ser obtidos dos contatos referidos