Monsaraz Museu Aberto celebra a arte e o património sob o lema “O Céu Começa no Chão”
Atualizado em 09/07/2026Vila medieval de Monsaraz recebe de 11 a 19 de julho a bienal Monsaraz Museu Aberto
A bienal cultural Monsaraz Museu Aberto vai decorrer de 11 a 19 de julho com um programa que tem como lema “O Céu Começa no Chão”, que traduz a relação singular entre o território e o horizonte, entre o património construído e a vastidão da paisagem envolvente.
O programa tem início no dia 11 de julho, às 17h, com a cerimónia de abertura e a inauguração da exposição coletiva “Ando um pouco acima do chão”, que vai estar patente na Igreja do Convento da Orada, no Museu do Fresco e na Igreja de Santiago, reunindo obras de André Sousa, Diogo Nogueira, Michael Biberstein, Mafalda Santos, Garcia da Selva, João Campolargo Teixeira, Felícia Teixeira e João Brojo, transformando os espaços históricos em lugares de contemplação e descoberta. Neste dia haverá um sunset com o DJ e produtor Marco Antão, conhecido como Switchdance, e o concerto de Edmundo Inácio, que apresenta um espetáculo onde a música tradicional portuguesa dialoga com sonoridades eletrónicas.
O primeiro fim de semana integra propostas para todas as idades, com destaque para o espetáculo de teatro familiar “Não Há Duas sem Três”, a criação coreográfica “Baile do Desencontro” e “Grotte”, espetáculo da companhia espanhola Sirio Rubio, que cruza circo contemporâneo, humor e manipulação de objetos. A programação volta a cruzar pensamento e criação artística com um ciclo de conferências-concerto que reúne personalidades como António Pinto Ribeiro, Luísa Veloso, Liliana Coutinho e John Romão, acompanhados por músicos convidados, para refletirem sobre o papel da cultura, das artes e da transformação dos territórios.
O Monsaraz Museu Aberto vai receber Pedro Jóia, que apresenta o álbum “Mosaico”, acompanhado por José Salgueiro, assim como Kajó Soares, com o espetáculo “Sopros e Guitarradas”, que reinventa o fado através do saxofone e terá António Pinto Basto, Teresa Tapadas e Gustavo como convidados. A Garota Não leva à vila medieval o seu mais recente trabalho, “Ferry Gold”, numa abordagem contemporânea à canção de intervenção.
“Água e Tudo o Que Ressoa”, título do disco de estreia de Ana Santos, vai poder ouvir-se num concerto com a participação de Celina da Piedade, propondo uma viagem por paisagens sonoras do Sul, conduzida pela viola campaniça, violinos e sintetizadores, enquanto o milenar Olival da Pega acolhe Os Músicos do Tejo, que interpretam as emblemáticas Cantigas de Santa Maria.
A bienal cultural propõe também novas formas de descobrir a vila através do cinema e da arquitetura. O projeto Lampyris Bike, de Miguel Estima, transforma as ruas de Monsaraz numa sala de cinema ao ar livre com projeções itinerantes movidas a pedal, enquanto a visita “Os Espacialistas nas Redondezas: A Casa dos Irmãos Aires Mateus” dá a conhecer a Casa na Terra, dos arquitetos Aires Mateus. O fotógrafo e arquiteto Duarte Belo conduz ainda a conversa “Um Museu da Paisagem”, dedicada à construção da memória visual do território.
A programação inclui igualmente propostas dirigidas às famílias, como as Oficinas de Cinema de Animação, o espetáculo “Biblioteca Extravagante”, o teatro de marionetas “Castelo de Fantasmas” e “Antiprincesas: Catarina Eufémia”, criação de Cláudia Gaiolas inspirada numa das mais emblemáticas figuras da resistência alentejana no combate à ditadura. A interpretação de “Carmina Burana”, de Carl Orff, vai ser executada pela Banda e o Coro Polifónico da Sociedade Filarmónica Harmonia Reguenguense, em conjunto com o Coro Sinfónico Lisboa Cantat e os solistas Ana Sofia Ventura (soprano), Marco Alves dos Santos (tenor) e André Henriques (barítono), sob a direção musical de João Defeza.
O encerramento do Monsaraz Museu Aberto, no dia 19 de julho, terá “Pinga-amor, um festim!”, que junta gastronomia, vinhos, conferências e música, com a participação de Álvaro Domingues, de Nelson Guerreiro, do chef-artista Nuno Carrusca, de Cláudia Camacho e do DJ Guacamole. A bienal termina com o espetáculo “Carmim”, de Joana Carmo Martins, e com a Gala do Cante nas Terras do Grande Lago, reunindo Inês Gonçalves, o Grupo Coral da Freguesia de Monsaraz, o Grupo Coral Etnográfico Amigos do Alentejo do Feijó, Manuel Sérgio e José Farinha.
Todos os espetáculos do Monsaraz Museu Aberto têm entrada gratuita, exceto o concerto de A Garota Não, que terá bilhetes a cinco euros.
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